Turbilhão nas Copas: A saga dos EUA, primeira seleção campeã Mundial

 Turbilhão nas Copas: A saga dos EUA, primeira seleção campeã Mundial

Foto: FIFA.com/ Reprodução

A Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019, disputada na França, foi um sucesso. Pela primeira vez, viu-se no Brasil, um grande movimento de pessoas parando para assistir as partidas da seleção brasileira. Contudo, muito antes desse contexto recente de maior apelo, lá no início dos anos 90, com 61 anos de atraso se comparado ao futebol masculino, a FIFA, enfim, organizava a primeira Copa do Mundo de Futebol Feminino no continente asiático.

Realizada em 1991, a primeira edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino da história aconteceu na China e contou com a participação de 12 países, num total de 26 duelos. As partidas foram jogadas entre os dias 16 e 30 de novembro daquele ano. A seleção dos Estados Unidos levou a melhor sagrando-se campeã do Torneio Mundial.

Sem dúvidas, a seleção norte-americana é a maior potência da história da modalidade. Além do país contar com o maior número de praticantes de futebol feminino no mundo e uma liga de altíssimo nível, já são 4 títulos Mundiais na galeria. Alemanha com 2 conquistas, Noruega e Japão, com um título cada, são as demais campeãs. O Brasil, jamais alcançou este feito e ainda persegue a tão sonhada taça.

Em nosso breve levantamento histórico, traremos um resumo de toda a trajetória da equipe estadunidense que culiminou no título da 1ª Copa do Mundo da FIFA de Futebol Feminino. Confira!

A Campanha

No Grupo B da competição, junto com as americanas, tinham: Brasil, Suécia e Japão. Com uma campanha impecável, os EUA encerraram a fase de grupos com 6 pontos e 3 vitórias em 3 jogos. Sem tomar conhecimento das rivais, mesmo fazendo parte do considerado grupo da morte, foram 11 gols feitos e apenas 2 sofridos:

Grupo B – 1ª fase

Suécia 2×3 Estados Unidos
Brasil 0x5 Estados Unidos

Japão 0x3 Estados Unidos

Quartas de final

Estados Unidos 7×0 Taipé Chinês

Classificadas em 1º no Grupo B, pelas quartas de final, as ianques encararam a seleção do Taipé Chinês (Taiwan). O time asiático, 2º melhor 3º colocado, havia se classificado pelo Grupo C. Avassaladoras, as americanas golearam as adversárias por 7×0 chegando às semifinais.

Foto Tommy Cheng | Getty Images

Semifinal

Estados Unidos 5×2 Alemanha

Valendo vaga na grande decisão, o desafio era contra a forte seleção da Alemanha. Apesar do adversário complicado e reconhecidamente tradicional, mais uma vez, os Estados Unidos passaram por cima, vencendo com autoridade e chegando à finalíssima.

Final

Estados Unidos 2×1 Noruega

Na grande final, as norte-americanas tiveram que encarar a fortíssima seleção da Noruega para levantar a taça. Em jogo extremamente disputado, pela segunda vez na Copa, os Estados Unidos se deparavam com um adversário indigesto.

Dessa vez, nada de goelada: vencendo as norueguesas pelo placar de 2×1, a seleção dos Estados Unidos da América, sagrava-se a primeiríssima campeã Mundial de futebol feminino.

Além do título incontestável conquistado pelo grupo, a ex-atacante Carin Jennings-Gabarra foi considerada a melhor jogadora da competição e ganhou a bola de ouro. Michelle Akers, antiga meio-campista americana, foi a artilheira da competição com 10 gols e ficou com a bola de prata.

Pós-copa

Após a 1ª conquista norte-americana, o país que já investia no esporte prosseguiu no mesmo ritmo, o que tornou a seleção tetracampeã do mundo. O 4º título veio justamente na última Copa do Mundo em 2019. O futebol feminino é uma realidade por lá.

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Edição: André Chagas/ Fernanda Barros@turbilhaofeminino

Fernanda Barros