Sócia Atleta: Conheça Agustina Barroso, atleta do Palmeiras

 Sócia Atleta: Conheça Agustina Barroso, atleta do Palmeiras

Foto: Van Campos

Zagueira da Seleção Argentina, Agus Barroso voltou em 2020 ao Brasil para defender as cores do Palmeiras! A zagueira se prepara para sua segunda temporada à frente do alviverde paulista que entra em campo neste domingo (18) contra a Ferroviária. Natural de Tandil (ARG), Agus relembra sua trajetória no Futebol Feminino. Confira o bate papo:

Turbilhão Feminino – O que te motivou vir jogar no Brasil e vestir a camisa do Palmeiras?
Agustina Barroso – Eu sempre gostei do Brasil, de fato já falei várias vezes que tenho um amor muito especial pelo Brasil e o que me motivou vir jogar no Palmeiras foi principalmente a ideia do Ricardo e a estrutura que o clube tem. A gente sempre busca desafios novos e realmente o Palmeiras está me oferecendo isso.

TF – Em seu primeiro ano com o Palmeiras foi eleita Melhor Zagueira do Campeonato. Analisa a temporada e a importância desse Prêmio para ti.
AB – O ano passado foi uma temporada bem difícil, acho que foi um ano difícil para todo mundo e, além disso, eu somei várias lesões, o que fez meu ano bem complicado, mas foi um desafio sair de cada lesão. E o prêmio, eu sei que não foi o ano onde mais joguei bola, mas, sim, onde mais me superei, então acho que esse prêmio foi principalmente por isso, são poucas as pessoas que sabem, mas, eu tomei esse prêmio como um prêmio esforço e a nunca desistir.   

TF – Qual foi a emoção de vestir a camisa da Argentina pela primeira vez?
AB – Vestir a camisa da Argentina para mim é uma emoção, toda vez que acontece isso, toda vez que eu estou numa lista continua me dando frio na barriga. Mas a primeira vez foi muito especial, eu realmente chorei, me emocionei, porque eu trasladei tudo que tinha passado na minha vida, quanto meus pais tinham lutado para eu chegar aí, então acho que tudo isso se juntou e fez eu me emocionar bastante, mas para mim continua sendo um orgulho e uma responsabilidade muita linda. 

Agustina Barroso em atuação pela Argentina na Copa do Mundo de 2019. Foto: AFA

TF – Qual a maior diferença entre o Futebol Argentino para o Futebol Brasileiro?
AB –
Eu acho que ainda o Futebol Argentino está um passo atrás do Futebol Brasileiro, principalmente porque lá só tem dois campeonatos no ano, mas, a intensidade dos jogos são diferentes, aqui no Brasil você tem que estar muito bem fisicamente para conseguir fazer um ano bem, em alto nível. E lá eu acho que ainda tem uma diferença entre os times, tem jogos que você ganha de 8×0, coisa que não vejo aqui no Brasil, se a gente vê é pouco, esse tipo de resultado. Mas acho que a diferença é física, mas eu tenho muita fé e esperança que a Argentina vai crescer muito.

TF – Qual o campeonato mais emocionante que você já disputou?
AB – Acho que cada campeonato tem um sabor diferente e uma responsabilidade diferente também, mas acho que o que mais me surpreendeu e abriu minha cabeça foi o Mundial, ali a gente percebeu onde a gente não estava parado e individualmente eu entendi quanto eu deveria melhorar se eu quisesse ou se eu quero ainda chegar no nosso objetivo, realmente esse foi o que mais me fez crescer como atleta.

TF – Conta como foi e está sendo sua adaptação no Brasil.
AB – Aqui no Brasil está sendo boa, eu acho que já estou me acostumando com os jeitos, costumes, a cultura, ainda tenho um pouco de dificuldade com a comida. Brasileiro gosta de muito tempero e os argentinos não, mas mesmo assim é uma cultura que eu gosto, o clima ajuda muito a você estar alegre e isso é uma coisa que eu sempre tento transmitir na Argentina, a felicidade, a alegria de vocês, então, também colocando isso também na primeira pergunta: uma das coisas que me fez voltar ao Brasil foi isso.

Foto: Fabio Menotti / Palmeiras

TF – Qual a sua referência no futebol?
AB – Hoje em dia eu gosto muito da Wendie Renard, da França, e a Mapi León, da Espanha, mas também eu observo muito as jogadoras do Brasil, realmente tem zagueiras muito boas, então tem bastante jogadoras as quais eu gosto de olhar e assim continuar aprendendo.

TF – Como é a formação da base das atletas no futebol argentino?
AB – A formação das jogadoras está sendo bem diferente do que foi naquele momento quando eu comecei. Eu sim comecei numa escolinha de base com os meninos, mas hoje eu estou vendo que as meninas têm a sua própria escolinha e isso é muito legal, está dando espaço ao futebol feminino, mas mesmo assim acho que os mais novos podem ainda fazer o futebol misto, já na idade onde começa a ter diferenças físicas aí quando tem que separar, tem que separar, mas na Argentina isso tá crescendo bastante, e eu acho que uma das ferramentas que a gente estava precisando e isso claramente vai ajudar a que as jogadoras cheguem formadas de outro jeito.

Thaís Ferreira e Agus Barroso em atuação pelo Palmeiras em 2019. Foto: Van Campos


TF – Como você vê o futebol feminino daqui 10 anos?
AB – Se falamos de estrutura eu vejo um futebol feminino totalmente diferente, agora essas coisas que ainda faltam, em relação a estrutura, salário, no futebol feminino, acho que não vai existir mais, desejo também que não existam mais essas coisas. Também eu vejo um futebol totalmente em evolução, que isso é produto de tudo que está se fazendo agora, então acho que o futebol feminino vai crescer e já está crescendo.

Desejamos a fera Agustina Barroso sucesso na sua caminhada! Que todos os seus sonhos e objetivos se realizem. Aproveitamos para agradecer a disponibilidade, carinho e respeito com o nosso projeto.

Edição: Fernanda Barros / Natália Trapp – @turbilhãofeminino
Assessoria: WP Assessoria – @wp_assessoria

Fernanda Barros