Rafaelle Souza: Baiana de Seleção que também brilha na China!

 Rafaelle Souza: Baiana de Seleção que também brilha na China!

Foto: João Dannemann

No final de 2019, o encontro entre a zagueira Rafaelle Souza e a equipe do Turbilhão Feminino rendeu uma baita entrevista para o quadro Sócia Atleta. Baiana, a atleta que é polivalente, atuando tanto pela lateral, ataque, quanto na zaga, atualmente veste a camisa do clube chinês Changchun Dazhong além de ser uma das referência na Seleção Brasileira.

Rafaelle esteve no CT Fazendão (Salvador) dias antes da final do Estadual Baiano Feminino, e na ocasião estivemos presentes acompanhando a preparação das Meninas de Aço para a final na Arena Fonte Nova. Agora você confere o resultado desta entrevista!

Djailton (Supervisor da equipe feminina do Bahia) e Rafaelle
Foto: Fernanda Barros / Turbilhão Feminino

Turbilhão Feminino – Como começou a paixão pelo futebol?
Rafaelle Souza – Começou desde os 6 anos. Meu primeiro presente foi uma bola de futebol, eu morava no interior da Bahia, sempre gostava de jogar na rua com os meninos, foi de criança, acho que é da cultura do brasileiro mesmo”, ressalta.

TF – Trajetória no futebol.
RS – Joguei em diversas posições, comecei a carreira no São Francisco do Conde (BA) atuando como Lateral Esquerda. Fui Lateral durante muito tempo, joguei os Mundiais Sub-17 e Sub-20 na Lateral Esquerda, depois disso fui para os Estados Unidos onde fui Ponta Esquerda, que é uma meia aberta à esquerda. No Mundial do Canadá, mudei de posição porque a zagueira se machucou, acabei indo pra zaga e me dei bem lá, depois fui pra China como zagueira, mas sempre que o treinador precisa me coloca no ataque, jogo em todas as posições que precisar, quero ajudar meu time.

TF – Qual a maior dificuldade em atuar no futebol feminino?
RS – A maior dificuldade é você além de ter que sair do Brasil para conseguir viver do futebol, é a falta de visibilidade e reconhecimento se comparado ao masculino.

Foto: Joshua McCoy/Ole Miss Athletics

TF – Você consegue acompanhar as competições aqui? Como vê a forma que são organizadas?
RS –
Tenho acompanhado pouco, lá na China é tudo mais difícil até pela questão do fuso horário, mas sempre que estou de férias eu acompanho. O que eu vejo é que tem muita coisa melhorando, muitos times que estão investindo, como é o caso do Bahia aqui em Salvador, isso é muito legal. Mas vejo que outros times precisam fazer o mesmo e muita coisa tem que melhorar ainda, precisa de muito investimento, não só dos times, mas da CBF, pra divulgar, dar uma força ao futebol feminino e fazer com que isso cresça aqui no Brasil.

TF – Qual é a grande diferença entre China e Brasil quando o assunto é futebol?
RS –
A China tem um calendário que é completo. O ano todo você tem competições, o ano todo você tá trabalhando, os times não param, aqui no Brasil eu vejo muitos times que só juntam quando tem uma competição ali, tem o Brasileiro, três meses se juntam pra fazer. Na China não, eles tem um calendário completo o ano todo, então estão sempre trabalhando, isso é muito bom para as atletas, tanto taticamente quanto fisicamente. Mas lá na China é um futebol diferente um pouco do Brasil, é um futebol mais técnico, mais tático, aqui no Brasil você tem jogadoras que se destacam, fazem um improviso, um lance legal que dificilmente aparece lá.

*Edição: Fernanda Barros / @turbilhaofeminino

Fernanda Barros

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